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Milhares de estudantes protestam na Itália contra políticas do governo

Ag Brasil

Milhares de estudantes protestaram nesta sexta-feira (12) em mais de 50 cidades da Itália contra os cortes do governo da coligação entre o Movimento Cinco Estrelas (M5S) e a Liga (antiga Liga Norte) em matéria de educação e para pedir mais bolsas de estudos para a formação. Os estudantes de ensino médio e superior saíram às ruas de cidades como Roma, Turim, Nápoles e Bari para reivindicar mais propostas concretas que fomentem o investimento em educação e reduzam os cortes de gastos. A esses pedidos se somaram as críticas contra as políticas do governo, que mantém fechados os portos do país para embarcações com imigrantes resgatados a bordo.

 

Em algumas cidades houve momentos de tensão como em Turim, onde centenas de estudantes protestaram no centro histórico e queimaram bonecos que representavam integrantes do governo, como Luigi Di Maio e Matteo Salvini, líderes do M5S e da Liga, respectivamente Também em Roma, 50 mil pessoas, segundo os organizadores, usaram fogos de artifício e percorreram as ruas principais para rejeitar, diante do edifício do Ministério da Educação, os controles que o governo quer impor nas escolas e universidades.

 

Os estudantes romanos pediram que, em vez de investir em câmeras de segurança e controles para garantir a ordem, esse dinheiro seja destinado a ajudas que facilitem o acesso à universidade aos estudantes com poucos recursos.

 

Em Nápoles, houve outra concentração em favor de uma reforma educativa, com a participação de cerca de 500 pessoas. Os protestos ocorreram em outras cidades como Monza, na região de Lombardia (norte), Bari, em Apúlia (sul), e Palermo e Catania, na Sicília (sul). O vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, Matteo Salvini, criticou a queima de imagens e guras com seu rosto e disse que essas ações "dão asco "Depois é a Liga quem semeia o ódio... Estes estudantes 'democratas', mimados pelos centros sociais e alguns professores, precisam de muitas horas de educação cívica. Talvez entenderiam que queimar guras de Salvini nas praças, ou de qualquer outra pessoa, ou pendurar imagens em postes de luz é uma coisa asquerosa", escreveu o político nas redes sociais. O outro vice-premiê e ministro de Desenvolvimento Econômico, Luigi Di Maio, se mostrou mais aberto ao diálogo, ao assinalar que o governo está disposto a se reunir com os coletivos de estudantes para conversar sobre suas reivindicações. "As manifestações devem ocorrer e seguir em frente. Fui representante dos estudantes durante cinco anos, sei bem qual é o valor de uma pressão social pacíca. Não é verdade que estejamos fazendo cortes em educação, vamos dialogar", declarou Di Maio aos veículos de imprensa.

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